“Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia” (Sl 117 (118), 1)

A bondade de Deus é indizível. Deus é Bom: é a bondade por excelência, e é esse reconhecimento que gera no nosso peito a alegria que transborda. A Páscoa é um excesso: um excesso de bondade, que se torna visível e abundante; um excesso de Amor que faz brotar vida em abundância onde antes havia morte e desespero.

Mas esta verdade advém da experiência de um contra-sinal: um túmulo vazio. Isso exige de cada um de nós a busca do encontro com a Verdade que é Jesus, e que está vivo e ressuscitado, a fim de que a boa notícia não o seja apenas por ser dita, mas porque nos encontrou.

Somos gratos a Deus pela Sua bondade para com a humanidade, mas de modo particular para connosco. Só assim experimentaremos que a Sua misericórdia é eterna, mesmo face à nossa miséria, porque o Salvador nos elevou à dignidade de filhos de Deus, salvos por excesso de bondade, de amor e de misericórdia do nosso Bom Deus para connosco.

«Ó ditosa culpa, que nos mereceu tão grande Redentor!» (do Exsultet proclamado na Vigília Pascal)

Padre Miguel Rodrigues

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