“[…] quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai” (Jo 14, 12)

A convivência dos discípulos com Jesus nem sempre lhes valeu um bom esclarecimento do que estavam a experimentar em primeira mão. Jesus é o rosto de Deus e apresentou-Se-lhes como caminho seguro para conhecerem o Pai. Todavia, demasiadas vezes duvidaram e criaram entraves a essa história que Deus estava a fazer com eles; talvez por alimentarem a ideia, ainda que ténue, de que a história era demasiado boa para ser verdadeira…

Acontece que essa é a realidade, e que, na verdade, é apenas a ponta de algo imensamente maior. A acção de Deus no coração dos crentes, quando há disponibilidade de cada um para que assim aconteça, é algo de absolutamente maravilhoso. Não disse Jesus aos discípulos que as suas obras seriam maiores do que aquelas que os seus olhos haviam tido oportunidade de testemunhar tantas vezes, ao partilharem a vida com Ele?

Talvez nenhum deles tenha acreditado naquelas palavras, ou compreendido a grandiosidade do seu alcance. E provavelmente o mesmo acontece connosco, homens de pouca fé. Mas as palavras são estas: não foram modificadas e apresentam-se como Palavra de Deus para nós. Talvez não saibamos como, mas ao menos demos o benefício da dúvida face Àquele que as proferiu e que não nos engana em nenhuma circunstância. Quem sabe, talvez a grandiosidade das nossas obras tenha que ver, justamente, com a presença de Jesus no mais íntimo do nosso coração, que agora, junto do Pai, no Céu, Se faz próximo de todos nós de uma forma única, quando assim o permitimos.

Padre Miguel Rodrigues

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