Diz a Sagrada Escritura com clareza, por meio das palavras de Paulo: “É este o tempo favorável, é este o dia da salvação” (2 Cor 6, 2). Esta certeza é fonte de grande alegria para nós, a quem foi concedida a graça de acreditar. As promessas de Deus foram plenamente cumpridas e trazidas para bem perto de nós. O banquete foi inaugurado! A festa começou! As portas estão escancaradas e todos, bons e maus, fomos feitos convidados. Que grande graça é escutarmos este apelo, quando tantos, antes de nós, desejaram escutá-lo e não o escutaram!
A alegria e o júbilo são uma nota predominante da vida cristã, porque nos é dado participar, já hoje, na salvação que Deus preparou para todos os povos. Sabemos que ainda não a experimentamos plenamente, mas saboreamo-la desde já como realidade presente, que preenche o nosso coração e a nossa vida de um sentido novo.
A mão de Deus, como nos explica a Escritura, está pousada sobre o monte, que é a nova Jerusalém, onde haviam de reunir-se todos os povos. Sabemo-nos reunidos na Igreja de Jesus, chamados pelo Senhor a esse lugar que o nosso querido Papa Leão, na audiência da passada quarta-feira, designou como “mundo já reconciliado com Deus”. Não é bela esta designação?
Escutemos, então, também nós, este apelo a vivermos a reconciliação. Pela graça do Sacramento da Penitência, este reencontro acontece e a nossa veste nupcial, com que fomos revestidos no dia do nosso Baptismo, tornar-se-á novamente imaculada. Viveremos, assim, mais em comunhão com Deus, como filhos Seus e da Igreja, nossa Mãe, apressando a chegada da plenitude da salvação ao hoje das nossas vidas.
E se, durante esta semana, procurássemos a Confissão?
Padre Miguel Rodrigues