“Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos” (1 Ts 1, 4)

Tomar consciência do sentido da nossa vida implica revisitar a nossa história, particularmente aqueles momentos concretos em que experimentámos o Senhor a chamar-nos pelo nome. Essa memória é fundamental para reorganizar o nosso presente, sabendo que o percurso da nossa vida tem um sentido, tanto mais adequado quanto mais se aproximar da voz de Deus.

Mas se esta consciência é fundamental para integrar os passos que vamos dando e para discernir os passos futuros, ela deve servir, ao mesmo tempo, para olharmos de uma forma nova para a vida daqueles que nos rodeiam, particularmente daqueles com quem estamos unidos pela fé que partilhamos e que nos constitui como irmãos.

Saber que cada um é conhecido pelo nome, amado e escolhido, é já um grande passo para a conversão do nosso olhar em relação a todos, sem excepção, procurando viver aquela perfeição que reconhecemos em Jesus, Ele, que não fazia acepção de pessoas.

Pedimos então ao Senhor uma conversão profunda do coração, para que não nos deixemos limitar por visões parciais e redutoras, mas olhemos para cada um como eleito por Deus e, por isso, digno de todo o cuidado e atenção.

Padre Miguel Rodrigues

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