“A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus” (Mt 10, 32)

Apesar de o anúncio do Evangelho não ser uma simples moeda de troca, mostra-nos o texto evangélico a urgência do anúncio. Não é apenas a missão da Igreja, como um todo, desejando a fidelidade ao mandato explícito de Jesus, mas o desejo inerente à vida baptismal, tal como a referia São Paulo: ‘Ai de mim se não evangelizar!’ (1 Cor 9, 16). O dever é mais intrínseco do que exterior; uma obrigação feliz gravada no peito daqueles que receberam a graça de conhecer Jesus e o Seu Evangelho. A esses, o Senhor promete declará-los diante do Pai que está nos céus.

Que esta certeza, que a Palavra de Jesus nos oferece, acenda no nosso peito o desejo de nunca O negarmos e de sempre O anunciarmos com a vida, esclarecendo o necessário, com toda a paciência e caridade, a propósito e a despropósito, esperando que todos, um dia, possamos alcançar o Reino cuidadosamente preparado para os que a Deus pertencerem de coração.

Padre Miguel Rodrigues

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