“[…] em tudo Ele tem o primeiro lugar” (Col 1, 18c)

“Então, tu és Rei?”, perguntava Pilatos a Jesus, num misto de apreensão e expectativa. Aquela resposta, na verdade, implicá-lo-ia e à decisão que estava prestes a tomar sobre o desfecho daquele Homem que estava diante de si.

Ainda que afirmativa, a resposta, se provinda de um louco, pouco teria de relevante. Mas se fosse verdade? As implicações eram imensas, quer nas implicações para a sua vida pessoal, quer quanto ao impacto da sua decisão no contexto da história da humanidade, como acabámos por verificar.

O mesmo acontece connosco. A liturgia deste Domingo confronta-nos com esta certeza: Jesus é Rei de todo o Universo. E esta afirmação alcança-nos com uma força tremenda. Porque não se é mais-ou-menos rei. Ou se é Rei, ou não se é. E assumindo esta mesma realeza de Jesus, é preciso assumir as consequências dessa afirmação na vida de cada um de nós. Se Jesus é Rei, da totalidade do Universo, então Ele reina sobre tudo aquilo que tenho e sou. Jesus, que é Rei, tem prioridade sobre todas as coisas, e só a Ele é devido o primeiro lugar. Ele tem em tudo esse lugar primeiro, e tudo na minha história deve expressar essa primazia.

Será que acontece deste modo? Ou, pelo menos, há esse desejo de que assim seja, no mais íntimo do nosso coração?

Padre Miguel Rodrigues

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