“Eu sei que o meu Redentor está vivo” (Job 19, 25a)

Não é habitual, mas é uma graça acontecer esta feliz coincidência de celebrarmos a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos no dia consagrado por excelência à celebração da Ressurreição: o Domingo. Efectivamente, só é possível comemorar todos os fiéis defuntos à luz desse Mistério da nossa Fé, em que Cristo vence o pecado e a morte de uma vez para sempre.

A frase proclamada por Job ganha em Jesus uma nova profundidade, porque o nosso Redentor ressuscitou vencendo a morte e está vivo para sempre. Ele é Aquele que vive, o Vivente, o único capaz de encher a nossa existência de vida.

Assim, enquanto cristãos, nunca celebramos a morte, mas sempre a vida. E é justamente isso que somos convidados a pedir humildemente a Deus: que receba no Seu seio aqueles nossos irmãos que partiram antes de nós, a fim de que, em Deus, vivam para sempre. Para além de ser uma obra de misericórdia ao nosso alcance, rezar por aqueles que já partiram, de forma extraordinária podemos, nestes dias, alcançar indulgência plenária e aplicá-la por eles. Neste ano da Esperança pode ser uma forma de consolar os nossos corações, que vivem eventualmente o sofrimento de uma perda recente ou mais antiga.

Que a luz da Ressurreição, que atravessa toda a história para alcançar a vida de todas as pessoas, nos ajude a olhar para a morte de forma nova e purificada, fazendo também uso de todas as graças que a nossa Fé põe à nossa disposição, através da Tradição da Igreja, nossa querida Mãe.

Padre Miguel Rodrigues

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