“Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio” (Ez 47, 12d)

Muitos rios de tinta correram acerca do Mistério que é a Igreja. Comentários justos, mas também injustos. Críticas infundadas, outras certeiras. Todavia, é inegável para nós que a Igreja fundada por Jesus é um dom imenso de Deus ao Seu povo. Apressa-se o Concílio Vaticano II, no documento dogmático consagrado à Igreja, a apelidá-la de Sacramento de salvação, justamente por se apresentar como sinal e meio seguro, escolhido e instituído por Deus, para estender as Suas graças salvíficas pelo mundo.

Segundo a visão do profeta Ezequiel, é do Santuário que jorra a torrente de água que enche as margens de vida e que purifica as restantes águas que com ela contactam. Porque a Igreja, Corpo de Jesus, é o lado permanentemente aberto de Cristo donde a Sua vida nova nos alcança, curando-nos e saciando-nos.

És ditosa, querida Mãe Igreja, de cujo seio nascemos para a vida que não tem fim. É de ti que vêm os sacramentos de cura, que nos libertam do sofrimento vazio de sentido e do pecado que mata. É em ti que mora a plenitude do Espírito Santo, que te habita e te torna morada de Deus no meio dos homens. É de ti que vem a Eucaristia que nos alimenta e nos enche de Deus, permitindo-nos que continuemos a peregrinar rumo à pátria celeste onde, um dia, Deus será tudo em todos.

Obrigado, querida Mãe, que tanto nos ensinas e que pacientemente nos educas. Ensina-nos a ser filhos fiéis, e a procurarmos corresponder à santidade que te pertence pela cabeça que a ti preside: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Padre Miguel Rodrigues

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