Como é bela a liberdade — e, ao mesmo tempo, tão temida por tantos. Creio que seja um dos pontos que, hoje em dia, causa maior pavor e sensação de insegurança. Talvez por isso assistamos, permanentemente, a uma certa cultura de desresponsabilização instalada, que condiz pouco com o Evangelho. Na verdade, a liturgia deste Domingo aponta justamente no sentido contrário, lembrando-nos que a nossa vida é uma resposta que deve ser livre e que não pode ficar por dar.
Deus põe diante do homem duas possibilidades: uma vida plena, coincidente com a Sua vontade; ou uma vida vazia e manietada. Infelizmente, não corresponder à liberdade é viver em escravidão — e foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou.
Importa recordar, em consonância com toda a Palavra, que a liberdade não diz respeito, de forma alguma, ao exercício arbitrário da vontade — quantas escravidões reais não nascem deste engodo? — mas à adesão consciente aos mandamentos da lei de Deus e à fidelidade aos mesmos. Só a Verdade liberta, e só Deus é a Verdade. Querer ser livre implica querer a Sua vontade, e nada mais.
Que liberdade procuramos nós? A que conduz à vida? Ou a que nos esvazia dela?
Padre Miguel Rodrigues