“Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança” (1 Pe 3, 15)

Este é um convite claro e inequívoco ao qual somos chamados: dar razões da nossa Esperança a todos aqueles que no-las peçam. Para tal, requer-se uma virtude fundamental que sustenta duas atitudes de coração: a reverência a Jesus Cristo como Verdade revelada acerca de Deus, que nos exige essa veneração própria da vida inteira, evocada pela expressão «corações»; e o desejo permanente de aprofundar as verdades da Fé, a fim de que, conhecendo-as com cada vez maior clareza e vivendo-as de forma cada vez mais autêntica, as possamos propor com ousadia àqueles com quem nos cruzamos, aos de perto e aos de longe.

Mas dizia que a estas duas atitudes de coração subjaz uma outra que lhes dá sustento: a humildade de coração. Sem ela, nenhum caminho de evangelização pode ser levado a cabo. Se o coração não estiver submetido a Deus, que é Senhor de todas as coisas, a reverência reduzir-se-á a uma hipocrisia e o anúncio da nossa esperança a uma exaltação pessoal.

Infelizmente, nenhuma delas conduz à glorificação de Deus nem à salvação de alma alguma, inclusive da nossa, e só para isso nos criou Deus: para O amarmos e servirmos e, assim, salvarmos a nossa alma.

Afinal, de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?”

Padre Miguel Rodrigues

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